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Comunidade técnica e Defesa Civil discutiram ´Desastres Geológico-Geotécnicos´ em São Paulo

São Paulo

17/05/2022

Especialistas em geologia, geotecnia e a Defesa Civil do Estado de São Paulo se reuniram pela primeira vez, no Instituto de Engenharia de São Paulo, para o Workshop sobre “Desastres Geológico-Geotécnicos: Ações e Soluções para Áreas de Risco”, organizado pelo Núcleo São Paulo da ABMS. O evento, em formato híbrido (presencial e remoto), aconteceu nos dias 9 e 10 de maio e contemplou a troca de conhecimentos entre especialistas de diferentes áreas para um objetivo comum, o de estimular os órgãos públicos e a comunidade técnica a salvar vidas e a evitar catástrofes, através de uma gestão competente das áreas de risco nas cidades brasileiras.

Também transmitido ao vivo pela internet, o Workshop foi o segundo evento realizado de forma híbrida desde o início da pandemia, marcando a retomada dos encontros presenciais da ABMS.

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O vice-presidente da ABMS, engenheiro Frederico Falconi, participou da abertura do evento ressaltando a relevância do tema discutido que deve, segundo ele, “ser tratado com o devido cuidado”.

“Sabemos que as pessoas ocupam áreas de risco por conta de dificuldades de habitação. Não porque elas querem, mas porque é uma necessidade. Elas ocupam essas áreas mesmo sabendo que são de risco”, lembrou Falconi em sua fala. “Cabe a nós, como geotécnicos e geólogos, entender esse mecanismo e tentar traçar soluções rápidas, que possam preservar a vida das pessoas nesses locais. Isso é o mais importante”.

Para o engenheiro Paulo Ferretti, presidente do Núcleo São Paulo da ABMS, os acontecimentos ocasionados pelas chuvas que atingiram São Paulo e outros estados do Brasil entre o final de 2021 e início de 2022 dão ainda mais importância às discussões sobre o tema.

“É importante sentarmos todos à mesa, discutirmos as soluções e levar para a gestão pública o ponto de vista da engenharia e da geologia”, apontou Ferreti. (Assista aqui a entrevista em vídeo com o presidente do Núcleo São Paulo.)

O engenheiro e geólogo Fábio Vieira Reis, presidente da Federação Brasileira de Geólogos (Febrageo), ressalta a importância do trabalho entre entidades técnicas na discussão de temas de relevância social, como foi o Workshop. “A Febrageo tem tomado isso como foco desta gestão”, disse. “Acreditamos que as entidades devem trabalhar em rede para levar conhecimento à sociedade e esperamos continuar esse trabalho com a ABMS e outras entidades”. (Assista a entrevista com Fábio Vieira Reis, presidente da Febrageo, aqui.)

O engenheiro Yoshizaku Oshio, vice-presidente do Núcleo São Paulo da ABMS, também destacou a importância de ampliar a discussão do tema com integrantes da Defesa Civil. “A Diretoria do Núcleo acredita que é importante estabelecer o contato dos engenheiros e geólogos com a sociedade e com os profissionais que estão atuando à frente desses desastres”, declarou Oshio. “É uma forma de entender como a Defesa Civil atua e quais são as suas necessidades”. (Veja mais na entrevista em vídeo com o vice-presidente do Núcleo.)

Já para o Major da Polícia Militar André Luiz Hannickel, que é Subdiretor do Departamento de Proteção e Defesa Civil do Estado de São Paulo, a troca de experiências e conhecimentos entre o órgão e a comunidade técnica formada por geotécnicos e geólogos contribui para embasar as ações da Defesa Civil em suas várias áreas de atuação.

“A Defesa Civil de São Paulo atua na prevenção, na mitigação, na resposta a desastres e na reconstrução das áreas afetadas”, esclarece o Major. “E as questões geológico-geotécnicas entram principalmente na etapa de prevenção e preparação. Por isso é muito importante contarmos com suporte técnico para que possamos aprimorar o trabalho e aumentar a segurança dos brasileiros que moram no Estado de São Paulo”.  (Assista também à entrevista concedida pelo Major à ABMS acessando aqui.)

De acordo com André Estêvão Silva, diretor de comunicação da ABMS, a associação assume seu papel social ao promover um encontro rico em troca de informações pertinentes à segurança da população. “É papel da ABMS cuidar do que toca a parte de geotecnia envolvida em ocorrências de desastres climáticos de uma forma geral”, afirma. “Esse evento em particular está tratando o tema de forma responsável e aprofundada ao congregar várias partes interessadas. Esse é um grande mérito da ABMS e do Núcleo São Paulo”.


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